Tazos: Os Brindes com cheiro de Infância de Uma Geração

Tazos

Imagine abrir um pacote de salgadinho e encontrar muito mais que cheetos ou fandangos, encontrar um disco colorido, com um personagem incrível e a promessa de disputar, colecionar e trocar com os amigos no recreio. Nos anos 90 e 2000, isso tinha um nome: Tazo.

Eles não eram só brindes. Eram febre nacional. Da escola ao campinho, todo mundo tinha seu “estojo de Tazos”. E quando aparecia um raro, era como achar um tesouro.

Lançamento: A Explosão de Um Brinde Genial

Os Tazos surgiram originalmente no México, em 1994, em parceria com a marca de salgadinhos Sabritas. O nome “Tazo” vem de uma gíria mexicana que significa “porrada” usada em brincadeiras infantis semelhantes ao bafo.

No Brasil, os Tazos chegaram em 1997, trazidos pela Elma Chips, com a coleção Looney Tunes. Eles vinham dentro dos pacotes de Cheetos, Fandangos e Ruffles, e a ideia era tão simples quanto genial: colecionar e jogar.

Logo, os Tazos viraram mania nacional e cada lançamento de uma nova coleção, se tornava um evento!

Desenvolvimento: Um Catálogo de Infância

Durante os anos 90 e 2000, foram lançadas mais de 20 coleções oficiais de Tazos no Brasil, com personagens que marcaram época. Entre as mais lembradas:

  • Looney Tunes – A primeira coleção. Iniciou o formato redondo clássico.
  • Pokémon – Com os 151 monstrinhos e variações como Tazos Metalizados e Evolution.
  • Dragon Ball Z – Com personagens, ataques e os raros Tazos transparentes.
  • Máskara – Sucesso entre os mais velhos.
  • Yu-Gi-Oh! – Tinha “monstros” e um sistema de pontuação.
  • Bob Esponja – Voltado ao público mais novo.

Havia ainda edições especiais: Tazos 3D, Super Tazos, Master Tazos, Slammers, e até jogos impressos no verso. O estojo oficial virou objeto de desejo.

Os saquinhos dos salgadinhos vinham com “regras” para disputar, empilhar ou derrubar os Tazos dos outros, tudo muito parecido com o tradicional jogo de bafo brasileiro.

Curiosidades Que Giravam Na Velocidade do Recreio

  • O formato original era de plástico redondo, mas surgiram versões quadradas, metálicas e até em 3D.
  • O Brasil foi um dos países com mais coleções exclusivas, por causa do sucesso de vendas.
  • Muitos colavam figurinhas por cima dos Tazos repetidos para “criar novos personagens”.
  • Algumas escolas chegaram a proibir Tazos, por causarem brigas e apostas.
  • O estojo oficial dos Tazos virou item colecionável, hoje vendido por até R$ 300 em sites de leilão.
  • Em 2021, a Elma Chips relançou edições comemorativas de Tazos para celebrar os 25 anos da marca.
  • Alguns Tazos raros, como os Evolution de Pokémon e Slammers de Dragon Ball, valem mais de R$ 100 em grupos de colecionadores.

Impacto Cultural: O Brinde Que Virou Patrimônio da Geração 90

Os Tazos foram mais que um brinde. Representaram uma era em que a simplicidade ganhava força em que um salgadinho comprava também uma dose de alegria. Eles estimularam o senso de coleção, o comércio infantil e as disputas no recreio.

Marcaram infância de milhões e hoje são cultuados por colecionadores e nostálgicos. Volta e meia, surgem memes, vídeos de unboxing e até recriações em 3D.

Nas redes, frases como “você é velho se lembra disso” quase sempre vêm com um Tazo na imagem.

Conclusão

Tazos foram pequenos discos que giraram como furacões no coração de uma geração. Entre chips e trocas, entre amigos e rivalidades, eles ajudaram a escrever um capítulo único da infância brasileira onde o lanche vinha com alma, personagens e até regras próprias.

Hoje, podem parecer simples, mas para quem viveu aquela época, são pequenos tesouros carregados de memórias.

Ben Tobias

Ben Tobias

Especialista em gerar artigos temporários repletos de curiosidades retro e cultura pop. Unindo conhecimento e paixão, é melhor voltar com o artigo completo comendo pão!

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